Bem vindo!

Tu que és um andarilho virtual na constante busca pelo conhecimento e diversão, celebre a vida conosco! Junte-se à nossa lareira, venha beber uma taça de vinho ou esfriar-se em uma grande caneca de cerveja, faça novos amigos ou solidifique velhas amizades.

"Sem comer e sem beber ninguém se cobre de glória" (provérbio viking).

terça-feira, 31 de maio de 2011

Weisswurst: A Linguiça Branca Alemã

Não tenho dúvidas que os amantes da culinária alemã em algum momento já experimentaram esta tradicional linguiça branca feita de carne de porco e vitela, com um sabor que ainda revela toques de salsinha, especiarias e limão. 

Particularmente é um embutido que sempre peço nos restaurantes alemães, seja no Brasil ou na própria Alemanha.

Conta a lenda que seu surgimento ocorreu há mais de 150 anos em Munique, pelas mãos de um jovem açougueiro de uma hospedaria local. Na ausência do costumeiro envoltório, o charcuteiro substituiu por um mais fino de porco, o que o levou a cozinhar as linguiças com receio que arrebentasse.

Reza o costume alemão degustá-la no café-da-manhã, acompanhada de mostarda doce bavariana, pretzel e uma deliciosa cerveja clara alemã. Por ser bastante perecível é recomendado prepara-la logo cedo, antes que se ouçam os sinos da igreja ao meio-dia.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Playlist: Jornada Medieval

Venha peregrinar pelos caminhos desta minha nova playlist, abastada por músicas contemporâneas e ecléticas que nos transportam para uma jornada medieval, em busca da simplicidade de valores, onde o sagrado era o alicerce da sociedade e a honra um atributo exaltado com orgulho.

20 MÚSICAS PARA INICIAR UMA JORNADA MEDIEVAL (PLAYLIST)

1. Greg Joy - Autumn Harp

2. Enigma - Sadeness
3. Loreena McKennitt - The Dark Night Of The Soul
4. Blackmore’s Night - Shadow Of The Moon
5. Petra - Let Our Voices Rise Like Incense
6. Van Canto - The Bards Song [In The Forest]
7. Era - The Mass
8. Sarah McLachlan - Fear
9. Clannad - Together We
10. Sting - Fields Of Gold
11. Dead Can Dance - Summoning Of The Muse
12. Enya - Book Of Days
13. Sarah Brightman - Deliver Me
14. Yanni - Nightingale
15. Fortuna Caelestia - Mediterranean Haleluya [Brazilian Benedictine Monk Choir]
16. The Alan Parson's Project - Old and Wise
17. Hans Zimmer & Lisa Gerrard - Now We Are Free [Gladiator Soundtrack]
18. Annie Lennox - Into The West [Lord Of The Rings: Return Of The King Soundtrack]
19. E-nomine - Padre Nuestro
20. Sinead O'Connor - You Made Me The Thief Of Your Heart

    domingo, 29 de maio de 2011

    A Cozinha Medieval

    "Girl Chopping Onion" por Gerrit Dou (1646)
    A cozinha na Idade Média tem raízes em países da Europa Ocidental, um momento histórico documentado pelos únicos letrados do período, os clérigos. 

    Diante de uma estrutura feudal bem definida, surgiram os primeiros profissionais da gastronomia, como açougueiros, cozinheiros, charcuteiros e padeiros, os quais posteriormente aderiram-se às corporações de ofício, a fim de regulamentar a produção artesanal.

    As abadias (ou conventos), estalagens e tavernas ofereciam comida e hospedagem aos peregrinos e viajantes que por ali passavam, algumas vezes  com aspecto prosaico, outras vezes com aparência nobre.

    No campo das bebidas, os mosteiros tiveram grande importância gastronômica, pois produziam sidras, vinhos e cervejas de excelente qualidade, como o Chimay e o Rochefort, elaborados pelos monges trapistas (designação originada com o primeiro monastério da ordem, Abadia de La Trappe).

    "The Well Stocked Kitchen" por Joachim Beuckelaer (1530-1574)
    Nos casebres dos camponeses, caldeirões colocados sobre os braseiros, apoiados apenas pelas trempes, cozinhavam cereais e legumes para a obtenção de sopas e ensopados, constituindo assim, à base alimentícia dos vassalos, todavia, nos castelos dos senhores feudais, a abundância era imperativa à mesa, banquetes com carnes de caça e porco distinguiam os abastados dos desafortunados.
      
    Com o advento das crises econômicas, a escassez de alimento distanciou ainda mais as posições sociais, como ocorrido em 1315 e 1316, período em que os lordes, comeram e beberam normalmente, enquanto os servos foram obrigados a consumir plantas silvestres como forma de subsistência, algumas até venenosas.

    A representação de uma rústica cozinha de castelo
    O pão era o alimento que unificava todas as pessoas, apenas diferenciado pela matéria-prima: para o camponês: aveia, cevada, centeio e espelta; e para a nobreza a farinha de trigo.
    O Bourbelier de Sanglier (Javali Assado no Molho de Especiarias), o Ambrogino di Pollo Alla Frutta Secca (Guisado de Frango com Frutas Secas) e a Marmalade of Apricocks (Marmelada de Damasco) traduzem este vasto receituário medieval, encontrado em países como a França, a Itália e a Inglaterra.

    sábado, 28 de maio de 2011

    O Momento "Oh No..." da Múmia

    Arte de Kevin Cornell

    sexta-feira, 27 de maio de 2011

    A Maldição da Múmia

     Maldição da Múmia (1944)
    Os hieróglifos entalhados na entrada das tumbas alertavam do iminente risco sobrenatural aos invasores que resolvessem ultrapassar os limites ali estabelecidos: “A morte virá com asas ligeiras para aqueles que perturbarem o repouso do faraó”. 

    Esta advertência ganhou fama rapidamente no ocidente, tornando-se um excelente material nas mãos de escritores e roteiristas de Hollywood, contudo, arqueólogos negam a existência de tal aviso sinistro, o que não impediu a escritora Mari Corelli (Mary Mackay) publicá-lo em março de 1923.

    O mito da maldição ganhou força após a descoberta da múmia do faraó Tutancâmon (1555 a 1335 a.C.) em 1922, no Vale dos Reis em Luxor, pelo explorador britânico Howard Carter.

    Com a morte prematura do financiador da expedição, Lorde Carnarvon, rumores da suposta praga do faraó começaram a se espalhar como vento, e para agravar a situação, mais vinte pessoas ligadas à descoberta teriam morrido de forma misteriosa em um curto período de tempo. 

    Apesar das perdas humanas, o primeiro fato que começou a provocar os burburinhos foi a morte do canário de Howard Carter, abruptamente engolido por uma cobra (segundo a egiptologia, as cobras eram vistas como protetoras dos faraós).

    Adeptos da radiestésia atribuem uma causa única para o motivo das mortes, uma possível radiação liberada com a violação da tumba.

    Seriam os boatos frutos de uma histeria coletiva ou realmente algo sobrenatural agiu naquele lugar?  Bom, um fato inegável é que tal especulação rendeu ótimos enredos para filmes e revistas em quadrinhos.

    quinta-feira, 26 de maio de 2011

    Baba Ganoush

    Também grafado como baba ghanoush ou baba gannoujh, esta renomada pasta de berinjelas levemente defumadas é sem dúvida um dos antepastos mais consumidos no Oriente Médio, uma presença obrigatória em qualquer restaurante sírio-libanês

    Sirva-a acompanhado de pita ou qualquer outro pão árabe de sua preferência.






    Rendimento: 02 xícaras (chá)

    Ingredientes
    • 02 berinjelas médias (700 g) 
    • 05 colheres (sopa) de tahine (75 ml) 
    • 04 colheres (sopa) de sumo de limão (60 ml) 
    • 02 colheres (chá) de sal (10 g) 
    • 02 dentes de alho triturados 
    • 1/3 xícara (chá) de água potável (80 ml)
    • Azeite de oliva extravirgem (para regar) 
    • Salsinha picada (para polvilhar)

    Modo de Preparo
    1. Coloque as berinjelas com casca sobre a chama do fogão, em fogo baixo. Grelhe as berinjelas, virando-as de vez em quando, até que fiquem bem macias e soltem a casca com facilidade (a casca ficará queimada). Deixe esfriar. 
    2. Corte ao meio com uma colher, retire a polpa da berinjela e deixe escorrer numa peneira por 5 minutos até eliminar o líquido. Amasse a polpa com um garfo até formar um purê, agregue o tahine, o sumo de limão, o sal, o alho e misture bem. Para facilitar o preparo e deixar a pasta homogênea, utilize um processador. 
    3. Transfira a baba ganoush para uma tigela de louça ou travessa, regue com azeite de oliva e polvilhe a salsinha picada.

    quarta-feira, 25 de maio de 2011

    A Burca e a Cortina de Banheiro

    terça-feira, 24 de maio de 2011

    Playlist: Dança do Ventre nas Mil e Uma Noites

    Vivi Al Fatna
    A semana das mil e uma noites não poderia estar completa sem uma playlist a altura. Vivi, minha namorada, conhecida no universo da dança do ventre como Vivi Al Fatna, clássica bailarina da famosa casa de chá Khan El Khalili em São Paulo, elaborou uma belíssima sequência de clássicos que faz jus a um autêntico harém das fábulas árabes.

     20 MÚSICAS DE DANÇA DO VENTRE (PLAYLIST)
    1. Samir Srour & Oum Koulthoum - Ala Kad el Shawk (Lamouni Al Nas)
    2. Abdel Halim Hafez - Sawah
    3. Laura in Balady - Taht Al Shbbak
    4. Wael Kafoury - Bekoulo (Maeet Feke)
    5. Cairo Caravan (Belly Dance with Dina) - Aminti Billah
    6. Dunia El Raks - Set el Hosen (Belly Dance Music by Dr. Samy Farag)
    7. Muhammad Sultan - Nabila (Egypt)
    8. Hossan Ramzy - Enta Omri (Best Of Oum Koulthoum) 
    9. Hamada - Bs Bs Ya Amar (Sayed Balaha & Egypt Stars)
    10. Setrak - Ahbabena (Setrak, Dance with Ameerah vol. 20) 
    11. Albi Hitar - Saharony Elleil (Up All Night) 
    12. Henkesh - El Tablaa
    13. Emad Sayyad - Raksat Arrakkasa
    14. Omar Faruk Tekbilek & Brian Keane - Song Of The Pharaohs (Fire Dance)
    15. Amany & The Badawist - Badawist
    16. Ehab Tawfik - Habib el Alb
    17. Dissidenten - Fata Morgana
    18. Amr Diab - Mayaal (Desert Mix) 
    19. Hasan Abou El-Saoud - Chic Chac Choc (Saher El Accordeon) 
    20. Khan El Khalili - Al Khaime (Pallu Al Helwa)

      segunda-feira, 23 de maio de 2011

      As Mil e Uma Noites

      Sheherazade por Edouard Richter
      As Mil e Uma Noites foi o título concedido para diversas histórias árabes reunidas em uma incrível fábula, contada por ninguém menos que a intrigante personagem Sheradzade (também grafado como Sheherazade ou Xerazade).

      Tudo começa com a vida do sultão Schahriar (do persa, Xeriar), um homem extremamente ciumento que  surpreende sua esposa conversando com outro homem. O acontecimento que para muitos homens seria irrelevante deixou o perturbado sultão enfurecido, a ponto de mandar degolá-la. 

      Sinbad, o Marujo (1947)
      O sultão ainda desconfiado do sexo feminino, mas fascinado pelo mesmo, resolveu contrair matrimônio com uma nova esposa todos os dias, que seria degolada no dia seguinte à noite de núpcias.

      Para o monarca a atitude era necessária, pois imaginava que nenhuma mulher poderia traí-lo novamente, todavia, a barbárie teve fim quando uma bela e sábia mulher, de nome Sheradzade apareceu.

      Todas as noites, ela começava a contar uma história e a interrompia na melhor parte, aguçando a curiosidade de Schahriar que era obrigado a esperar a noite seguinte para ouvir a continuação. E assim se passaram mil e uma noites até que o sultão resolveu permanecer casado com Sheradzade.

      Entre as fabulosas histórias narradas por Sheradzade, incluíam: "Aladim e a Lâmpada Maravilhosa", "Ali Babá e os Quarenta Ladrões" e "Sinbad, o Marujo".

      As décadas de 40, 50 e 60 foram o período dourado do cinema na produção das histórias das Mil e Uma Noites (1001 Arabian Nights), por isso, se existir uma locadora por perto da sua casa, não deixe de alugar essas raridades em Technicolor ou quem sabe comprá-las para seu acervo.

      Ali Babá e os Quarenta Ladrões (1944)

      domingo, 22 de maio de 2011

      Egito: Mistérios Milenares

      O esplendor da milenar cultura egípcia resplandece em heranças alicerçadas na dinastia faraônica. Imputa-se aos egípcios a descoberta do processo fermentativo, que os levaram à elaboração do pão e da cerveja. 

      As pirâmides representam os maiores símbolos do Egito e também o único monumento das sete maravilhas do mundo antigo que sobreviveu às intempéries e ao próprio homem. 

      Não obstante, outro ícone que traduz a época dos faraós é a tamareira, uma árvore cujos primeiros frutos abrolham a partir dos 150 anos de vida da planta, mas não se desanime ante a inviabilidade do tempo para degustar as saborosas tâmaras, visite o Khan El Khalili (desde o século XVI), um tradicional mercado do Cairo que comercializa belíssimos artesanatos e grande variedade de iguarias e especiarias do oriente. 

      Khan El Khalili no Cairo: Uma viagem no tempo
      Adentrar no referido bazar e estar disposto a negociar com os egípcios, contudo fique tranqüilo, a cada estágio da barganha, o termômetro do consenso é uma infusão preparada com flores de hibiscos, o karkade

      Pirâmides de Gizé e a Grande Esfinge (foto de Christopher Chan)
      O cardápio egípcio inicia-se com os mezze, uma seleção de antepastos oriundos da simbiose cultural árabe, otomana, grega e persa. Dentre os pratos principais, destacam-se a Mulujeya (Cozido de Mulujeya), o Al-Batt Al-Mahshi Bi Al-Basal (Pato Recheado com Cebola e Especiarias), a Kofta Al-Gambari (Kafta de Camarões da Alexandria), o Aywa Bi Al-Bid (Omelete de Tâmaras), o Bab-El-Moluk (Carneiro do Vale dos Reis), a Hamam Mahshi Bi Al-Frik (Pomba Recheada com Ferik) e a Koschaf (Compota de Cenoura e Nozes).

      Cidadela de Sarah El-Din no Mar Vermelho
      Os gourmets sem dúvida estão em débito com povo egípcio, pois a transcrição de receitas em cadernos e livros, só tornou-se possível graças ao papiro, o ancestral de cinco mil anos do papel. 

      Templo Hatshetpsut em Luxor
      As contribuições egípcias vão além da gastronomia, apesar de controverso, acredita-se que a sensual dança do ventre (belly dance) surgiu no país das esfinges, oferecida inicialmente para a deusa Ísis como forma de agradecimento à fertilidade feminina e às cheias do Nilo.

      Rio Nilo
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