Bem vindo!

Tu que és um andarilho virtual na constante busca pelo conhecimento e diversão, celebre a vida conosco! Junte-se à nossa lareira, venha beber uma taça de vinho ou esfriar-se em uma grande caneca de cerveja, faça novos amigos ou solidifique velhas amizades.

"Sem comer e sem beber ninguém se cobre de glória" (provérbio viking).

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terça-feira, 13 de março de 2012

O Desabafo de Narciso

Apolo e as Ninfas de François Girardon (1666-73)

O DESABAFO DE NARCISO 
(poema escrito por GK Lugli)

Sempre quis ser o centro das atenções,
Tornar-me Apolo diante das multidões.
Ser viril e másculo mesmo que um tanto anabolizado,
Tendo plena convicção que sou “O Bom” sem ficar envergonhado.

 
Faço cara de entendido quando o assunto eu não domino.
Fico inflado como balão desde que não haja depreciação.

Quando olhares são perdidos, logo os capto como alimento do meu intimo.
 
Há muito tempo que o espelho me dizia,
Que este homem sem talento,
era pequeno demais e nem sequer sabia.
Um frívolo de essência,
maquiado pelo peculiar egocentrismo da adolescência.

 
Quero sempre ter autoria até no que não faço, fazendo-me de herói para aqueles que enxergo como fracos.
Benevolência em troca de afagos,
distante do desprezo que tanto tenho medo.

Daqueles que estão em pé de igualdade, me afasto,

Ocultando minha jactância e minha insegurança.

Sou volúvel por elogios, alternando rodas em busca de novos amigos.
 
Há muito tempo que o espelho me dizia,
Que este homem sem talento,
era pequeno demais e nem sequer sabia.
Um frívolo de essência,
maquiado pelo peculiar egocentrismo da adolescência.

sábado, 5 de novembro de 2011

Impaciente

A Persistência da Memória por Salvador Dali (1931)

IMPACIENTE
(música/poema escrita por GK Lugli)

Enfim... Sexta-feira
Saio do trabalho de encontro marcado
Será que desta vez você estará lá?
Declamo juras de amor em silêncio
Mas o tempo que passa minha memória falha

Tamborilando os dedos na mesa do bar
Afogando minhas angustias no cristalino de um copo
Perco-me no rodar deste ponteiro de relógio
Com a lua a pino e minha paciência a mingo

Impaciência... Você fez de mim um impaciente
Fez de mim um palhaço na espera de um simples abraço
Para quem se contenta com pouco
Bem sabe os passos para se atingir o topo

Sem dúvida a paixão me tornou vulnerável
Parafraseando desculpas para um recomeço
Queria apenas que me trata-se com esmero,
Mas na lei da causa e efeito você sentirá o mesmo

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Meu Sonho

The Death Dealer por Frank Frazetta (1973)

MEU SONHO
(poema escrito por Álvares de Azevedo) 

EU
Cavaleiro das armas escuras,
Onde vais pelas trevas impuras
Com a espada sanguenta na mão?
Por que brilham teus olhos ardentes
E gemidos nos lábios frementes
Vertem fogo do teu coração?

Cavaleiro, que és? o remorso?
Do corcel te debruças no dorso...
E galopas do vale através...
Oh! da estrada acordando as poeiras
Não escutas gritar as caveiras
E morder-te o fantasma nos pés?

Onde vais pelas trevas impuras,
Cavaleiro das armas escuras,
Macilento qual morto na tumba?...
Tu escutas... Na longa montanha
Um tropel teu galope acompanha?
E um clamor de vingança retumba?

Cavaleiro, quem és? - que mistério,
Quem te força da morte no império
Pela noite assombrada a vagar?

O FANTASMA
Sou o sonho de tua esperança,
Tua febre que nunca descansa,
O delírio que te há de matar!...

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Família Hodierna

Retrato de Família por Cornelis de Vos (1631)

FAMÍLIA HODIERNA
(poema escrito por GK Lugli)

Celebremos a mediocridade, de amores emoldurados,
À vista de todos, encarcerados em porta retratos,
Amargurados por convenções, relutantes em desejos,
Perdidos em um presente, de luxurias e anseios.

Catedráticos em mentiras, versados em poses,
Busca por perfeição, mas é ladrão de ocasião.
Aplaudam a comédia de erros da sociedade moderna,
Atriz e expectadora do retrato fútil, que se seguirá por novas eras.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

O Voo do Balão

Balonismo em Boituva, São Paulo (foto por GK Lugli)

O VOO DO BALÃO
(poema escrito por GK Lugli)

O dia se levanta no horizonte
Com estacas e balaio firmados no chão
O ar quente da alvorada
Vem prenunciar o voo do balão

Resplandece nessa abóboda celeste,
Pintada de azul e laranja campestre,
Sinfonia de pássaros e cheiro de mato
Ergue-se aqui o balão, formando-se astro nesta imensidão.

Vai baloeiro atiça a chama deste balão
Vem encher de cores o céu com emoção

Bora amigos que há espaço neste aventurar
Que a altivez das nuvens segure seu prantear
Para subirmos aos ares observando o mundo como um gavião
Transpassando cercas, aonde não se encontra fronteiras.

domingo, 9 de outubro de 2011

Presságio do Amor

O Nascimento de Vênus de Alexandre Cabanel (1863)

PRESSÁGIO DO AMOR
(poema escrito por GK Lugli)

Antes era tudo vazio...
Sem lhe idealizar
O firmamento celeste nem tinha sentido

Quem sou eu?
I-Ching da sua incerteza
Oráculo de seus pensamentos
Fonte para seus desejos
Um velejador perdido entre mancias e anseios

Presságio bom é ter você...
...minha estrela guia.

Queria mesmo...
Traçar sua linha da vida com a minha
Conjurar possibilidades nas estrelas
Lançar a sorte no seu coração
Enganar a roda da fortuna para ter sua paixão

Presságio bom é ter você...
...feng shui que harmoniza.

sábado, 23 de julho de 2011

Existência

Os Pilares da Criação na Nebulosa da Águia

EXISTÊNCIA
(poema escrito por GK Lugli)

Das estrelas ao firmamento
Vem do cotidiano a obra do pensamento,
Relatando visões do que achávamos ser divino,
Em busca de perfeições para as nossas indagações

Prefácio de um livro negro de infinitas páginas,
Que um dia ousamos resumir,
Almejando pontuar cada capítulo,
Tentando achar uma explicação para tudo isso.

Era Deus arquitetando o universo,
Era Darwin cientificando a criação,
Eram os deuses astronautas,
Éramos nós acorrentados aos velhos dogmas.

A lua de prata que na noite reluzia,
Fez do homem, um cosmonauta sonhador.
Observando a incógnita que no céu jazia,
A fronteira final que não se findava nem no amanhecer do dia.

Revelando os mistérios desse espaço sideral
Gerações se perdem definindo bem e mal
Sem perceber que há uma cíclica transformação
Voltando ao que era no princípio, contemplando a solidão.

Era Deus arquitetando o universo,
Era Darwin cientificando a criação,
Eram os deuses astronautas,
Éramos nós acorrentados aos velhos dogmas.
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