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"Sem comer e sem beber ninguém se cobre de glória" (provérbio viking).

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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Terroir

Bom, não sei se você já esteve inserido em uma conversa com apreciadores de vinhos e ouviu o termo terroir ser mencionado, tão pouco sabendo seu significado.

Não é motivo para se sentir depreciado, pois a palavra de origem francesa, não expressa seu minucioso sentido na primeira consulta ao dicionário.

O terroir para um vinhedo (plantação de parreiras) se traduz na harmônica combinação de clima, topografia e solo, que resulta na modelação do caráter das vinhas. Sintetizando, o terroir seria o ecossistema do vinhedo.
 
Mas afinal, o que isso muda no vinho? 

Exatamente tudo, haja vista que pequenas alterações podem modificar o sabor do vinho, deixando-o menos robusto.

O calcário, por exemplo, é um ótimo solo no cultivo de vinhas  Chardonnay.

Atualmente na França, há um empasse na questão dos fertilizantes influenciarem as características do vinho e contaminarem o solo para futuras colheitas.

Neste diapasão de incertezas, o vinho orgânico vem ganhando força e preço, uma vez que existam poucos viticultores do gênero.

Para finalizar, uma curiosidade interessante é a respeito do solo ideal no terroir que deve ter baixa fertilidade, a fim de evitar o crescimento excessivo das folhas, o que resultaria em frutos pobres.

Espero que tenham gostado desta breve explicação acerca do tema, durante a jornada de vida deste blog, irei diluir mais conhecimento sobre o fascinante universo dos vinhos.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Degustação de Vinhos

Não é necessário possuir um conhecimento avançado para ingressar no universo dos sommeliers, bastando ter interesse, o primordial surgirá em pouco tempo.  

Vale dizer que muitos fatores contribuem para a formação das características do vinho, desde o terroir ao armazenamento, geralmente feito em barris de madeira. 


Os degustadores profissionais de vinho dividem sua metodologia em três etapas:

1.   OLHAR: Observe a intensidade de cor do vinho. O vinho tinto poderá ter diferentes cores, sendo rubi, quase roxa, grená e terracota.

2.  CHEIRAR: Gire a taça sobre a mesa para agitar o vinho e com isso liberar seu aroma. Sequencialmente, aspire bem tal fragrância, tentando descrever o que está sentindo, tendo como base os odores de ervas (anis, erva-doce, menta e outros), frutas (principalmente frutas vermelhas), flores, especiarias (canela, cravo-da-índia, pimenta-do-reino e outros), madeira (natural, queimada, carvalho, cedro, esfumaçada e outros), terra (cogumelos, terra úmida, folhas secas, folhas molhadas, trufas, alcatrão e outros), vegetal (tabaco, vagem e pimentão) e animal (couro, esterco, suor e aromas carnosos).

3.  SORVER: Ao bebericar o vinho, aspire um pouco do ar para dentro da boca, agitando o vinho como um bochecho. Retenha-o por pelo menos 10 segundos e tente descrever seu gosto (áspero, aveludado, suave, doce, acre, encorpado, ralo, pleno e asqueroso). Após engolir tente notar por quanto tempo o sabor permanece em sua boca.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Barbera

Vastamente consumido na Itália, o vinho Barbera (pronuncia-se "barbêra"), produzido a partir de uma cepa homônima desenvolvida em solos argilosos, representa uma das melhores opções para o dia-a-dia, mas que infelizmente chega ao Brasil com seu preço devidamente salgado.

O sabor frutado que remete a cereja, agregado a uma acidez enérgica, faz do Barbera de Piemonte, um clássico moderno, agradável quando consumido com massas, pizzas ou qualquer prato à base de tomate.

No quesito valoração, pode ser dito que existem dois tipos de Barberas, o primeiro, mais acessível, produzido em tanques de aço inoxidável, o que elimina traços de tanino; o segundo, bem caro, envelhecido em barris de carvalho francês, conferindo mais tanino do que o normal.

Entre os melhores, destacam-se o Barbera d'Alba e o Barbera d'Asti.

sábado, 24 de setembro de 2011

Os 10 Benefícios do Vinho à Saúde

A fama dos efeitos medicinais do vinho tinto não poderia ter outra origem, senão na França. O paradoxo francês é formado por dois fatores contraditórios: uma gastronomia rica em gordura saturada e a baixa incidência de doenças coronárias.

É evidente que a ingestão diária de altas doses de laticínios, como queijos, molhos à base de leite e manteiga, resultará em riscos para o coração, todavia, parece que o hábito de beber vinho, gerou uma proteção natural nos franceses.

O vinho branco goza dos mesmos benefícios de seu irmão rubro, porém, com potência inferior, já que seu contato com as cascas das uvas é mínimo durante o processo de vinificação.

Não custa nada ressaltar que o consumo deve ser moderado, um cálice ao dia, pois o excesso de álcool pode causar algumas doenças bem terríveis, como cirrose hepática e alcoolismo.

Os 10 Benefícios do Vinho à Saúde
  1. Desobstrução dos Vasos Sanguíneos: Os altos níveis de procianidinas impedem a oxidação do colesterol ruim, que acumula-se nas artérias, podendo provocar infarto ou derrames.
  2. Combate a Anemia: Um calice de vinho tinto contém, em média, 0,5 mg de ferro, que agregado ao álcool, o organismo absorve melhor o mineral.
  3. Proteção do Sistema Urinário: O vinho tinto reduz em até 60% o risco de formação de cálculos urinários.
  4. Diminui o Risco de Osteoporose: O consumo da bebida melhora a densidade óssea, por isso, é altamente recomendado para as mulheres.
  5. Reduz o Risco de Alzheimer: As substâncias do vinho evitam o envelhecimento das células cerebrais.
  6. Estimula a Boa Visão: A ação antioxidante diminui a degeneração ocular.
  7. Contra Herpes: O resveratrol impede a multiplicação do vírus que provoca a herpes.
  8. Anticancerígeno: O resveratrol também controla os radicais livres do organismo, inibindo mutações genéticas que resultam no aparecimento de tumores.
  9. Agente Antibacteriano: Um estudo de 2007 descobriu que o vinho combate a linhagem do Streptococcus.
  10. Resposta Contra a Infecção por Fungos: Em algumas partes do mundo o vinho é utilizado para tratar ferimentos.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Rioja

Tempranillo: A principal uva do Rioja
O Rioja (pronuncia-se "riôrra") é de longe o vinho tinto nativo mais apreciado em toda a Espanha

Produzido em autênticas bodegas (vinícolas espanholas) na região homônima a nordeste do país, o Rioja leva em sua composição uma mistura de cepas, geralmente tendo como base a uva Tempranillo (tempranyio).

O paladar de um vinho Rioja condiz muito com as subzonas (áreas de diferentes terroir) em que são provenientes e logicamente com as uvas agregadas em seu preparo, podendo variar entre a Grenache (Garnacha), a Mazuelo (Carignan) e Graciano.

O vinho é moderadamente encorpado, com baixo teor de tanino e aroma abaunilhado, remetendo algumas vezes a condimentos. 

As safras envelhecidas em menos de dois anos recebem a denominação de crianza e partir de três anos são agraciadas com o título de reserva, podendo chegar a gran reserva se ultrapassar cinco anos. 

Um Rioja crianza por exemplo, harmoniza muito bem com Bacalhau à Doré, Steak au Poivre Vert e pratos compostos por embutidos.

sábado, 25 de junho de 2011

Malbec

No Brasil conhecemos essa uva com o imponente nome de Malbec, todavia, sua origem francesa traz consigo uma denominação um tanto modesta ante a robustez desta cepa, Côt.

A Malbec (Côt) é uma cepa tinta com nuances de especiarias e frutas silvestres, que resultam em um vinho com  intensa coloração vermelho-rubi e taninos potentes, ótima para harmonizar grelhados, miúdos bovinos e pratos feitos com bacalhau.

Na Argentina, a Malbec representa o segundo lugar na produção de vinhos, sendo inclusive de melhor qualidade que a francesa, uma vez que o sol da América do Sul é propício para seu amadurecimento.

Trabalhadores do sudoeste da França a trouxeram no século XIX e de lá pra cá, tornou-se um símbolo na região de Mendoza.

A fragrância do Malbec é tão marcante que originou um excelente perfume criado e comercializado pela empresa brasileira "O Boticário", que por sinal, é um dos meus preferidos.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Queijos & Vinhos

Montar uma tábua de queijos não é um bicho de sete cabeças
Organizar uma noite de queijos e vinhos pode parecer fácil, mas exige certo conhecimento para combinar os paladares, o que chamamos de harmonização.

O engodo reside na preocupação de fazer uma mesa bonita com grande variedade de queijos e pães, esquecendo completamente da escolha dos vinhos, que considero o primordial. 

O sabor de um vinho pode mudar abruptamente quando o queijo escolhido não for compatível com determinada uva ou rótulo, sendo assim, resolvi compartilhar um pouco do meu modesto conhecimento, para quem sabe, criar uma boa alternativa para seu encontro romântico ou reunião com amigos.

Adicione frutas e nozes na sua noite de Queijos & Vinhos

QUEIJOS FRESCOS: São pouco usuais numa noite de queijos e vinhos, contudo, se resolver servir um Frescal, uma Mozzarella, uma Ricota, um Cottage, um Feta ou mesmo um Requeijão, utilize o Sauvignon Blanc, Chenin Blanc, Frascati ou em último caso, qualquer vinho tinto jovem e suave de sua preferência. A característica não maturada deste tipo de queijo irá combinar perfeitamente com essa sugestão.

QUEIJOS AZUIS: O sabor peculiar e encorpado de queijos azuis como o Gorgonzola, o Roquefort, o Stilton e o Maytag Blue vão bem com Porto Ruby, Porto Tawny, Gewürztraminer (colheita tardia), Vouvray, Shiraz, Rosé e Sauterne (vinho branco doce de Bordeaux). 

QUEIJOS SEMIDUROS: Por terem caracteristica oleosa, aroma marcante e sabor encorpado, queijos como Edam, Raclette, Fontina, Sonoma Jack, MaasdamEmmental e o Provolone, requerem vinhos como: ChiantiBarolo, BarbarescoMerlot, Jerez ou Rioja. 

QUEIJOS DUROS: Possuí casca espessa, muitas vezes coberta com ceras, óleos ou envolta em panos. Os queijos denominados duros possuem subcategorias que definem sua intensidade de sabor, com isso, a escolha do vinho fica restrita a esta avaliação. Quando suaves, o Barbera, o Fitou, o Merlot (francês), ou qualquer tinto frutado é recomendado. Para os duros de sabor moderado, experimente Côtes du Rhône e um Cabernet Sauvignon (neo-zelandês). Recomendo para os de sabor forte, um Shiraz (australiano) ou Cabernet Sauvignon chileno. E por fim, os queijos duros de sabor muito forte, um Porto Ruby ou um Madeira são boas opções. Exemplos de queijos duros: Cheddar Inglês, Gruyère, Gouda, Parmigiano-reggiano, Grana Padano, PecorinoManchego e Tilsit. 

QUEIJOS DE PASTA BRANCA E MOLE: A característica principal desta categoria é sem dúvida a textura macia, migrando do sabor suave para um sabor mais rico e adocicado. O brie merece um tinto encorpado, como o Pinot Noir, Riesling ou até mesmo um bom Chardonnay. O Camembert têm seus atributos ressaltados com um Sauvignon Blanc, Shiraz (tinto) ou um Borgonha. Já o Chèvre solicita um modesto Sauvignon Blanc ou espumantes de boa qualidade.

Itens rústicos em madeira são boas opções de decoração

Nem só de pães, queijos e vinhos sua mesa deverá ser abastecida, outros acompanhamentos interessantes como os frutos secos (nozes, amêndoas, castanhas e avelãs), frutas frescas (peras, maçãs e figos), pickles, chutneys, frutos desidratados (uvas passas, figos secos e ameixas secas), azeitonas em conserva e mel sobre alguns queijos azuis, são indispensáveis.  

Não se esqueça de trocar as taças a cada vez que mudar o vinho

A função do pão juntamente com a água gaseificada é de limpeza das papilas gustativas para o próximo vinho e queijo a ser ingerido. Espero que tenham gostado das dicas desta matéria, acredito que sejam as mais completas encontradas na Internet.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Decanter: Um Adorno Funcional

O decanter é o recipiente pelo qual se faz a decantação do vinho tinto, isto é, o processo de aeração ou separação de sedimentos depositados no fundo da garrafa. Geralmente o decanter possui o formato de uma garrafa ou jarro de cristal, com estética atraente, fundo largo e abertura estreita, um objeto que não pode faltar para um aficionado em vinho tinto.

Nem todos os vinhos tintos precisam de decantação, apenas os vinhos jovens e tânicos (para suavizar a aspereza do paladar), e vinhos envelhecidos (com mais de oito anos), nos quais seja necessário separar as partículas sólidas que ficam sedimentadas no fundo da garrafa.

Normalmente a decantação é realizada em vinhos Bordeaux, Barolos, Rhônes e alguns Cabernet. Se resolver fazê-lo, deixe a garrafa de vinho em posição vertical por alguns dias e utilize uma vela ou lanterna para visualizar a transparência do líquido após despejá-lo no decanter.

Decanter com design de bocal em chuveiro
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