Bem vindo!

Tu que és um andarilho virtual na constante busca pelo conhecimento e diversão, celebre a vida conosco! Junte-se à nossa lareira, venha beber uma taça de vinho ou esfriar-se em uma grande caneca de cerveja, faça novos amigos ou solidifique velhas amizades.

"Sem comer e sem beber ninguém se cobre de glória" (provérbio viking).

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terça-feira, 12 de junho de 2012

Faça Seu Jantar Sedutor: 10 Dicas Essenciais

A Dama e o Vagabundo (Animação da Disney)
O Dia dos Namorados é uma ótima data para se aventurar na cozinha e agradar a pessoa amada, mas que não seja um momento isolado, façamos do cotidiano a oportunidade para boas surpresas. 

Para facilitar seu encontro sedutor, elaborei uma checklist contendo 10 dicas que será de grande ajuda.

  1. Antes de tudo coloque seu lar em ordem, arrume a bagunça e se possível receba a convidada (ou convidado) com a cozinha limpa, deixando a louça suja para depois (não corte o clima lavando os pratos logo após o jantar).
  2. Providencie arranjos florais em pontos estratégicos ou simplesmente presenteie a amada com um buquê de flores.
  3. Prepare o banheiro com toalhas macias, sabonetes líquidos bem perfumados e pequenos frascos de antisséptico bucal (um hálito fresquinho é bem melhor pra beijar).
  4. Acenda uma boa quantidade de velas charmosas, espalhando-as por todo ambiente ou direcionando-as da entrada até a mesa. Há inúmeras formas de deixar o ambiente sensual: disponibilize botões de flores e velas flutuantes em um vasilhame de vidro com água, você poderá fazer o mesmo em um copo longo, só que com pétalas de rosas. Se as velas forem de diferentes tamanhos e cores, coloque-as em um prato bonito e complete-o com grãos (feijões, lentilhas ou grão-de-bico).
  5. O cardápio deve ser leve em temperos, portanto, use com parcimônia cebola, alho e sal. Se você não tem experiência na cozinha, não tente impressionar com pratos difíceis, escolha algo mais simples, uma boa sugestão é a noite de queijos e vinhos.
  6. Se o jantar for composto por pratos da culinária asiática ou exótica, escolha um incenso para aprimorar a temática.
  7. Prepare as taças e a champagne brut para servir logo na chegada. A temperatura ideal para o espumante é entre 8 a 10ºC.
  8. O repertório musical deve ser romântico ou pelo menos lounge. Há excelentes opções disponibilizadas aqui mesmo na Taverna do Peregrino, como a playlist Baladas Românticas (a partir do dia 12 de junho no blog) e a playlist Provocação.
  9. Utilize toalha branca ou jogos americanos de cores únicas, toalha estampada é coisa da casa da vovó. O sousplat é uma opção elegante para evitar que o prato vá direto à mesa.
  10. Para acompanhar a sobremesa, escolha um bom licor, vinho doce ou finalize a noite com champagne demi-sec
O intuito dessas dicas é construir sua atmosfera romântica, fora isso, o restante com vocês.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Chocolate: Vem se Lambuzar

A história do fruto do cacaueiro remonta há cerca de três mil anos, através do mítico passado asteca e de sua bebida denominada “tchocolatl”, oferenda à divindade da lua, Quetzalcatl, a qual concedia força e vigor aos seus fiéis. 

O cacau também serviu de moeda corrente entre os astecas, 100 sementes equivaliam a um bom escravo, enquanto 10 sementes comprava-se um coelho. 

A descoberta desta delicia pelos caucasianos deu-se em 1502 pela quarta viagem de Cristovão Colombo ao Novo Mundo (as Américas), contudo, foi Hernando Cortez, um conquistador espanhol, que atribuiu maior valor a descoberta. 

Após 150 anos a novidade se propagou por toda a Europa, causando burburinhos entre a nobreza francesa, inglesa, alemã e italiana. A primeira chocolataria surgiu em Londres, na Inglaterra de 1657, através do empreendedorismo de um francês que buscava deleitar nobres e abastados com o paladar impar do chocolate em bebida, da mesma maneira, o primeiro tablete da saborosa guloseima originou-se no referido país, em 1847 para ser exato, fabricado pela empresa Fry&Sons.

O termo "chocólatra" define o compulsivo por chocolates

No Brasil, a cultura do cacau inicia-se em 1746, intermediado por um colono francês chamado Louis Frederic Warneaux, cuja iniciativa foi levar algumas sementes até a Bahia. Os primeiros fazendeiros de cacau tiveram uma árdua tarefa para limpar as florestas em busca de áreas de plantio, o que resultou na expressão "contaminado pela febre do cacau", como podemos ver nas palavras de Jorge Amado: "Ele não vê a floresta... sufocada por plantas rasteiras e trepadeiras e por árvores centenárias, habitada por animais selvagens e aparições. Vê apenas campos plantados com árvores de cacau, renques direitos de árvores cheias de frutos dourados, maduros e amarelos. Vê plantações a empurrar a floresta para trás e a estender-se até o horizonte."

Cartaz do filme "Chocolate" com Johnny Depp
Para os chocolatiers o cacaueiro merece o mesmo tratamento e consideração que a parreira, a começar pelo terroir e a colheita, pois segundo os especialistas, tais fatores influenciam no sabor final do produto. 

Entre os chocolates mais famosos do mundo, destacam-se belgas, suíços e franceses, mas não devemos ignorar os demais países, o Brasil, por exemplo, vem ganhando espaço na confecção de chocolates artesanais com frutas típicas da Amazônia. Em regra geral, os chocolates em tabletes são comercializados em quatro sucintas categorias: Chocolate Amargo ou Meio-Amargo (deverá conter um mínimo de 34% de cacau puro, mas os melhores exigem entre 60-80%), Chocolate para Coberturas (contém 32% de manteiga de cacau), Chocolate ao Leite (normalmente possui alto teor de açúcar e baixa quantidade de cacau, cerca de 20%) e o Chocolate Branco (basicamente é manteiga de cacau com leite, açúcar e aromatizantes).

Um fato inquestionável é que ao longo de sua trajetória, o chocolate tornou-se essencial para a vida do homem e fonte de inspiração para filmes e novelas, presente em películas como “A Fantástica Fábrica de Chocolate” (Willy Wonka & The Chocolate Factory, 1971) do diretor americano Mel Stuart, “Chocolate” (Chocolat, 2000) do diretor sueco Lasse Hallström e no folhetim brasileiro “Chocolate com Pimenta” (2003-2004), de Walcyr Carrasco.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Sardella Meridionale

Um dos antepastos mais tradicionais do Sul da Itália que literalmente significa "sardinha".

Tornou-se trivial como couvert de cantinas e trattorias pelo mundo, graças a seu sabor inigualável.

Sirva-o com pães de casca dura, acompanhado de um bom vinho italiano, tal qual o Chianti ou o Nero d'Avola.



Rendimento: 10 pessoas

Ingredientes

  • 250 g de alici importado (lave-os em água corrente para perder o sal e seque-os antes da utilização)
  • 1 kg de tomates bem maduros, sem pele e sem sementes
  • 08 pimentões vermelhos grandes, cortados ao meio, sem o miolo e sem as sementes
  • 04 dentes de alho grandes, ligeiramente amassados
  • 03 folhas de louro
  • Peperoncino ou pimenta calabresa em flocos, a gosto
  • Azeite de oliva extravirgem o quanto for necessário
  • Sementes secas de erva doce, a gosto
  • Sal a gosto

Modo de Preparo
  1. Disponha o pimentão e o tomate no liquidificador, junte um pouco de água (o suficiente para bater) e bata até obter um composto pastoso.
  2. Leve esse composto ao fogo brando com o louro, a erva doce e o sal. Deixe reduzir até tomar consistência.
  3. Numa frigideira, aqueça um pouco de azeite de oliva e frite o alho até doura-lo levemente. Junte-o à pasta de pimentões e tomates, acrescente a pimenta, o alici (delicadamente amassado com um garfo) e retorne a mistura ao fogo brando para que engrosse mais um pouco.
  4. Guarde a sardella em um recipiente de louça e cubra-a com azeite.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

O Lado Obscuro da Cozinha Chinesa



Não é de hoje que os chineses mostram sua apreciação por ingredientes um tanto exóticos no conceito ocidental. Apesar desta reputação, seu apetite por uma gastronomia intrigante foi muito além neste video. A filmagem mostra um concurso de chefs de cozinha com apenas uma regra para ser vitorioso: fazer uma espécie de "sashimi" com o animal vivo, em uma velocidade anormal, a fim de que o alimento revele seu derradeiro pulsar de vida no prato. Morbidez ou sadismo? Veja a película e faça suas conclusões.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Flores: Você Já Experimentou e Tão Pouco Sabia

As grandes estrelas desta matéria vêm dos jardins e algumas vezes de arranjos caseiros, tratam-se das flores comestíveis (edible flowers, em inglês), iguarias geralmente incomuns que enriquecem receitas com peculiar sabor, grande beleza e multiplicidade de cores.

Contudo, nem todas as flores são comestíveis, primeiramente, consuma apenas espécies selecionadas, dentre essas a capuchinha (ou nastúrcio), a violeta, a lavanda, o amor-perfeito (ou viola), o borago, o hibisco, a prímula, a petúnia, o girassol, a flor de laranjeira, a flor de cebolinha, a flor de abóbora, a flor do ipê-rosa, o jasmim, a mostarda, o cravo, a cravina, o gerânio (ou sardinheira), o dente-de-leão, a calêndula e as pétalas de rosas, e em segundo plano, dê preferência às orgânicas (exija o selo da Associação de Agricultura Orgânica ou AAO), a fim de evitar possíveis contaminações com agrotóxicos. Além das flores comestíveis que já foram citadas, há também exemplares muito comuns no nosso dia-a-dia, como o brócolis, a couve-flor, o açafrão, a camomila e a alcachofra.

Não é de surpreender que diversas culturas do ocidente e do oriente utilizem flores em sua culinária, todavia, jamais agregue tais iguarias numa receita, drinque ou mesmo em uma infusão sem ter o mínimo de conhecimento, pois algumas são tóxicas e outras mortais quando ingeridas.

Mesmo antes de consumir flores comestíveis, consulte seu médico, uma vez que existem pessoas alérgicas a certos tipos, como no caso das tulipas.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Pörkölt

Já que a matéria anterior descreve a origem e os costumes ciganos, resolvi compartilhar uma receita tipicamente húngara, que inclusive é consumida pela famosa casta nômade.

É possível afirmar que o Pörkölt é o irmão gêmeo do Gulásh (também grafado Gulyás ou Goulash), uma espécie de guisado de carne bem encorpado, condimentado e saboroso, que caí muito bem com uma garrafa de Cabernet Sauvignon ou Pinotage.


Rendimento: 06-08 pessoas

Ingredientes
  • 1 kg de músculo bovino ou lombo de porco
  • 02 colheres (sopa) de banha de porco
  • 05 cebolas médias picadas
  • 02 pimentões vermelhos fatiados finamente
  • 01 pimentão verde fatiado finamente
  • 01 colher (sopa) de páprica doce
  • 01 colher (sopa) de páprica picante
  • 01 xícara (chá) de creme de leite fresco
  • Água fervente (o quanto for necessário)
  • Sal a gosto
  • Creme azedo para decoração (bata um pouco de creme de leite fresco com limão e sal)

Modo de Preparo
  1. Limpe a carne e corte-a em cubos. Reserve.
  2. Em uma panela de fundo reforçado ou de ferro, aqueça a banha de porco e refogue as cebolas até ficarem transparentes.
  3. Junte a carne e frite-a até ficar levemente dourada. Adicione as pápricas, mexa bem e, em seguida, despeje um pouco de água fervente até quase cobrir a carne.
  4. Acrescente os pimentões e tempere com sal. Vá adicionando água até que a carne esteja macia, mas cuidado para não deixar o molho muito líquido, deverá ficar levemente espesso.
  5. Regue com o creme de leite fresco, mexa e corrija o sal se necessário. Decore com creme azedo e sirva com fatias de pão.

domingo, 15 de abril de 2012

Vida Cigana

Acampamento de Ciganos por Van Gogh
Desprovidos de pátria e nômades por natureza, os ciganos peregrinam o mundo guardando os mistérios que ecoam de um éon fantasioso.

Trata-se de uma sociedade essencialmente errante, algumas vezes motivada pela diáspora, dando vazão a uma cultura ágrafa, herdada pelo sangue e transmitida oralmente por seus antepassados. 

Separados em três grupos distintos: Romany ou Roma (descendentes de uma antiga classe de guerreiros do Norte da Índia), Calon ou Calé (oriundos da Espanha) e Sinti ou Sinto (oriundos da Europa Central, principalmente da Alemanha), tornaram-se conhecidos por suas indumentárias coloridas com ricos adornos em ouro, por seu misticismo (em grande parte devido à quiromancia) e pelo profundo conhecimento de ervas e plantas medicinais. O curanderismo com ervas é tão levado a sério pelos ciganos, que o cigano curandeiro recebe o nome de Drabengro, enquanto a cigana curandeira recebe o nome de Drabarni.

Para o Gadje (como é chamado o não-cigano), a cozinha cigana reflete o ambiente de um tradicional acampamento, onde se prepara o alimento no fulgor das labaredas de uma fogueira.

A gastronomia cigana é delineada por ingredientes nativos a geografia que a acolheu, mas com presença obrigatória do agridoce, pois o mel e as frutas fazem a vez em diversos pratos, como o Pan de Higos (Bolo de Figos Secos) e a Cazuela de Salmón (Guisado de Salmão).

Lembro-me de um adágio cigano ligado a gastronomia que diz: "Kon khai but, khal peski bakht" (Ele que come muito, come a sua própria sorte)

Como em toda cultura, os ciganos celebram datas que consideram essenciais para preservação de sua identidade, a citar a Patshiv ou La Vierge Noire (A Virgem Negra), comemorada em 24 de Maio por Romas, Sintis e Manouches franceses.

igana do filme "Arrasta-me para o Inferno (Drag Me To Hell)"
Há também a celebração natalina para alguns ciganos, a qual deu origem a outra citação, desta vez de propagação do perdão: "Roma penge tele muken. Roma, kaj save te ulahas rushte, pre Karachonya penge odmuken u aven pale lachhe." (Romas perdoem. Romas, apesar de serem os piores inimigos, perdoem e reconciliem-se durante o Natal.). Pelo jeito o maior grupo da sociedade cigana é conhecido por guardar extremo rancor. Será que daí surgiu a visão hollywoodiana da praga cigana? Eu heim...

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Café com Leite à Moda Sueca

Como já mostrei em outras postagens, a gastronomia pode ser um tanto estranha e surpreendente! Neste vídeo, veremos um estilo de café com leite, o famoso pingadinho, bem diferente do tradicional bebericado aqui no Brasil. Seria uma nova receita oriunda da Suécia? Nem as sofisticadas máquinas italianas de espresso preparam algo do gênero e se a mania pegar muitos namoros acabarão em pancadaria!

terça-feira, 6 de março de 2012

Buffalo Wings

Muitos já devem conhecer este delicioso petisco novaiorquino presente em inúmeros restaurantes de temática americana, como o T.G.I. Fridays e o Hooters. Para quem não conhece ou não tem como provar em um estabelecimento próximo de casa, esta é sua chance de reproduzí-lo na sua cozinha. Pepsi ou Coca-Cola gelada são ótimos acompanhamentos, mas é lógico que uma cervejinha estupidamente gelada caí muito bem.

Rendimento: 04-06 pessoas

Ingredientes da Buffalo Wings
  • 1 kg de asinhas e coxinhas de frango (as mesmas utilizadas para o frango à passarinho)
  • Molho de pimenta vermelha a gosto (similar ao Tabasco)
  • 100 g de manteiga sem sal, derretida
  • Sal a gosto
  • Óleo vegetal (suficiente para fritar)
Ingredientes do Molho Bluecheese 
  • 100 g de queijo gorgonzola picado
  • 01 dente de alho
  • 100 ml de creme de leite fresco (ou mais para afinar a consistência)
  • 01 colher (sopa) de maionese
  • Sal a gosto

Modo de Preparo

Buffalo Wings

1. Lave os frangos, seque-os e tempere com sal. Aqueça o óleo da fritadeira e frite o frango até dourar.

2. Misture a manteiga derretida e o molho de pimenta (cuidado para não colocar em demasia para evitar a ardência excessiva). Pincele o frango frito com essa mistura.

Molho Bluecheese


3. Prepare o molho bluecheese, batendo no liquidificador o queijo gorgonzola, o alho e o creme de leite. Agregue a maionese, tempere com sal e adicione mais creme de leite fresco se o molho ficar muito espesso. Para deixar o prato bem tradional, decore o molho com alguns talinhos de salsão e bom apetite!

segunda-feira, 5 de março de 2012

A Origem do Hambúrguer


Veganos à parte, é difícil encontrar alguém que não goste desses pequenos bifes redondos feitos de carne moída (geralmente bovina), com cerca de 1 cm de altura, temperados com sal, pimenta e algumas vezes com ervas aromáticas, alho e cebola desidratada. É tradicionalmente utilizado em sanduíches, mas também apreciado no prato, acompanhado de bacon, queijo, ovos, batatas fritas e salada.

Poucos sabem que sua origem remete ao conquistador Genghis Khan (1167-1227), o grande imperador do povo mongol. Informações históricas descrevem que o hambúrguer surgiu pela simples necessidade de permanência dos cavaleiros mongóis em suas montarias. As intensas guerras que perduravam por anos, resultaram numa forma de alimentação rápida, a fim de evitar acampamentos desnecessários no calor da batalha. A melhor alternativa foi colocar pedaços de carne sob as selas, permitindo que mesmo em cavalgada, os guerreiros pudessem se alimentar. Em 1238, com a invasão mongol a Moscou liderada pelo neto do famoso conquistador, Khubilai Khan (1215-1294), os russos descobrem a rudimentar receita, e a concede um formato peculiar, nomeando-a de "Steak Tartare" (Bife dos Tártaros). Todavia, foi nos arredores de Hamburgo na Alemanha do século XVIII, através dos marinheiros nativos que observaram a técnica de temperar carne bovina crua finamente picada, das tribos nômades da Europa Oriental e Ásia Ocidental, que a receita se aproximou do que conhecemos hoje.

O continente americano, especificamente os Estados Unidos vem conhecer a dita receita apenas no século XIX, com a chegada dos imigrantes alemães, que a renomearam de "Hamburg Steak" (Bife à moda Hamburguesa). Seu uso começou a ser difundido na última década de XIX, quando Louis Lassen, um norte-americano dono de uma lanchonete em Connecticut, passou a servi-lo entre duas fatias de pão, o que posteriormente resultou numa alternativa ao hot-dog durante os jogos de baseball nos EUA, sendo logo abraçado pelas grandes redes de fast food.

A introdução do hambúrguer no Brasil deve-se ao campeão americano de tênis, Robert Falkenburg, que abriu em 1952, em Copacabana, Rio de Janeiro, a primeira lanchonete nos padrões americanos de fast food, a BOB's. A novidade passou a fazer parte da crônica social do Rio e do Brasil, sendo frequentada por celebridades da época, como o compositor Villa Lobos, o músico de jazz Booker Pittman, entre outros.

É indiscutível que o hambúrguer se tornou o ícone alimentício das metrópoles, figurando em um clássico dos videogames, o Burgertime da empresa Data East, que fez fama nos anos 80 através de um antigo console brasileiro chamado Intellivision (comercializado pela Sharp), cuja inspiração teve origem numa saudosa máquina arcade da Bally Midway.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Alheiras de Mirandela

Alheiras com batatas coradas, ovo frito e brócolis refogado
Só de lembrar já me faz salivar. A Alheira de Mirandela é um tradicional embutido do norte de Portugal, uma herança judaica proveniente do século XV.

O rei Manuel I observou que os cristãos não faziam objeção de comer seu porquinho, sendo assim, era fácil identificar um judeu, já que estes nunca eram vistos preparando embutidos à base de carne suína em fumeiros caseiros ou em casas de defumação. Como todos sabem, no judaísmo é vetado o consumo da carne suína, contudo, os filhos de Abraão se viram pressionados a criar uma receita alternativa de linguiça, a fim de evitar a perseguição católica naquele período tão pungente.

Alheiras de Mirandela em varais
Então surgiram as alheiras, linguiças preparadas com uma miscelânea de carnes (vitela, frango, pato, peru e coelho), miolo de pão, alho e páprica.

Com tais ingredientes, o judeus enganariam seus vizinhos e possíveis delatores, sem, é claro, ferir sua valorosa dieta religiosa.

Obviamente, que na culinária portuguesa, houve o retorno da carne de porco às alheiras, e o azeite, tornou-se essencial para sua finalização, concedendo um sabor excepcional quando fritas. Só não entendo até hoje o motivo de serem tão caras aqui no Brasil.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Lassi Doce

O lassi é uma tradicional bebida indiana, sem adição de álcool e preparada a base de iogurte gelado, especiarias e água de rosas.

Acredito que muitos já devem conhecer ou imaginar, que a culinária hindu, bem como qualquer cozinha asiática, tem sua fascinação por pimentas e condimentos, fato que torna o lassi um refrigério nesses momentos de degustação ou mesmo naqueles dias tórridos.

Quanto as especiarias, não fique preso apenas ao cardamomo, na ausência utilize um pouco de canela ou anis-estrelado.

Rendimento: 04 pessoas

Ingredientes
  • 750 g de iogurte natural
  • ½ colher (sopa) de água-de-rosas
  • 500 ml de água bem gelada
  • 120 g de açúcar demerara
  • 1 colher (café) de cardamomo em grãos
Modo de Preparo
  1. Aqueça uma frigideira na boca do fogão e torre os grãos de cardamomo por 3 minutos, mexendo sempre. Deixe esfriar e triture em uma moenda.
  2. Numa tigela, despeje o iogurte e agregue o açúcar, misturando até dissolvê-lo. Aos poucos, acrescente a água gelada, batendo bem, até que o lassi esteja espumante (utilize um mixer de mão ou liquidificador se desejar).
  3. Adicione a água-de-rosas e o cardamomo triturado ou em pó. Sirva em seguida.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

A Cozinha Afrodisíaca

A palavra "afrodisíaco" não poderia ter outra origem senão na deidade grega Afrodite, a divindade do amor e do sexo. O termo é oriundo de aphrodisiakós, que significa "restaurar as forças geradoras" ou "excitar os apetites carnais".

De Atenas a Corinto, as festas dedicadas à Afrodite eram denominadas "afrodisíacas", e tinham como símbolos: o golfinho, o pombo, a romã, a murta e a limeira. Intrinsecamente ligado a palavra, encontra-se a Cozinha Afrodisíaca, um vasto receituário multicultural composto por pratos com ingredientes que supostamente estimulam o apetite sexual.

O aspecto estético, algumas vezes lembrando um órgão sexual, contribui para a nomeação de um determinado alimento, prova disto é o abacate, chamado de ahuacatl pelos astecas, que significa "testículo".

A farmacossexologia classifica as substâncias afrodisíacas em três categorias: substâncias com alto valor nutricional; substâncias com algum efeito fisiológico; e substâncias psicofarmacológicas (transpassam a barreira entre a circulação sanguínea do corpo e do cérebro). 

Segundo a crença hindu, o elixir "preservativo da vida", bebericado antes do Kama Sutra, era composto por ghee (manteiga clarificada), açúcar mascavo, mel, licorice, erva-doce e leite.

Na sociedade contemporânea o tema tornou-se controverso, pois, muitos profissionais em diferentes áreas de atuação acreditam que a questão é mais antropológica e mitológica, do que gastronômica ou científica, contudo, alimentos como o alcaçuz, o almíscar, a alcachofra, o açafrão, o cravo-da-índia, o aspargo, a ostra, o amendoim, a noz-moscada, o anis, a canela, o abacate, a banana, o cardamomo, a catuaba, o chocolate, o figo, o pó de guaraná, o gengibre, o ginseng, o jasmim, as pimentas, o manjericão, os mariscos, o morango e o ovo de codorna, permeiam no imaginário dos amantes, e sendo assim, vale à pena nos deliciarmos com eles, desde que animais indefesos não paguem o preço por um capricho relativamente cultural e egoísta.

E quando me refiro a capricho, quero estabelecer um limite entre o que é sensato e o que é extravagância, haja vista que algumas iguarias consideradas exóticas, causam extermínio desnecessário de certos animais.

Diga não ao consumo da barbatana de tubarão, dos chifres de rinoceronte, das pestanas de elefante, dos testículos de tigre e do pênis da foca.

Todavia, se os impotentes de plantão quiserem ingerir urina cristalizada de lince ou moscas espanholas (cantárida), vou apoiar com gosto.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A Escala Incendiária da Pimenta

Arrisco dizer que esta informação seja desconhecida pela grande maioria das pessoas que aprecia uma apetitosa comidinha picante.

O ardor das pimentas que tanto nos atraem pode ser medido através de uma escala denominada Scoville, criada em 1912 pelo químico Wilbur Scoville.

O valor tem por base a dissolução da pimenta em seu princípio ativo, isto é, se o fruto receber uma nota 100.000 significa que ele poderá ser diluído 100.000 vezes até que seu princípio ativo não seja mais percebido. 

Logo abaixo, transcrevi uma pequena lista contendo 25 variedades de pimentas com seus respectivos poderes de fogo entre parênteses (conforme a Escala Scoville), assim os desavisados já saberão o que colocar na boca.
  1. Pimentão (0-100)
  2. Pepperoncini (100-500)
  3. Coronado (700-1.000)
  4. Pimenta Biquinho (1.000)
  5. Molho Tabasco de Pimenta Verde (600-1.200)
  6. Poblano (1.000-1.500)
  7. Anaheim (500-2.500)
  8. Molho Tabasco Original (2.500-5.000)
  9. Jalapenho ou Jalapeño (2.500-8.000)
  10. Chipotle (5.000-10.000)
  11. Pimenta Dedo-de-Moça (15.000)
  12. Pimenta-de-Cheiro (20.000)
  13. Serrano (10.000-23.000)
  14. Pimenta-de-Caiena (30.000-50.000)
  15. Cumari e Pimenta-de-Bode (50.000)
  16. Piquin (40.000-58.000)
  17. Murupi (60.000)
  18. Malagueta (50.000-100.000)
  19. Pimenta-da-Jamaica (100.000-200.000) 
  20. Scoth Bonnet (100.000-350.000) 
  21. Habanero do Chile (100.000-350.000) 
  22. Red Savina Habanero (350.000-577.000)
  23. Dorset Naga (876.000-970.000)
  24. Naga Jolokia (855.000-1.041.427)
  25. Trinidad Scorpion Butch Taylor (1.463.700)
  26. Spray de Pimenta Padrão (2.000.000-5.300.000)... my eyessssssssss!
"Minha boca está pegando fogo, o que fazer?"

Ass Burn (melhor nem traduzir): Inferno entrando, Inferno... 
Ledo engano ingerir água para aliviar a ardência da pimenta, ela só irá intensificar o ardor, contudo, há pesquisas mostrando que o leite é o melhor remédio para amenizar a sensação de queimação, isso devido a caseína, uma substância que produz o efeito refrescante.

Dizem também que ingerir pão após a degustação de alimentos apimentados reduz o efeito ardume, e, tanto um método como o outro parece fazer sentido, já que na culinária hindu o lassi (bebida à base de iogurte) e o naan (o tradicional pão achatado) são utilizados como acompanhamento nas fumegantes refeições indianas.

Queimando o chão...

Ghoul Drool (Baba de Vampiro): A embalagem é um caixão.
Para finalizar, gostaria de compartilhar com todos os amigos da Taverna do Peregrino, alguns frascos bem interessantes de molho de pimenta, principalmente no quesito "rótulos e embalagens criativas". No Brasil, um vidro de pimenta que chamou minha atenção quanto a originalidade foi o "Ardência no Regaço" da Companhia das Ervas, o qual deixo como dica para seu consumo.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Gelato di Ricotta

Já que nesta semana escrevi sobre a belíssima Grotta Azurra, achei que seria interessante dispor aos seguidores da Taverna do Peregrino, uma deliciosa receita da região de Lazio.

Trata-se do Sorvete de Ricota (Gelato di Ricotta), uma aerada sobremesa italiana muito fácil de preparar, cujo sabor combinará perfeitamente com um bom Vin Santo.

Rendimento: 06 pessoas

Ingredientes
  • 500 g de ricota fresca
  • 100 g de açúcar refinado
  • 05 colheres (sopa) de rum ou conhaque
  • 05 gemas

Modo de Preparo
  1. Passe a ricota por uma peneira e reserve-a. Bata as gemas com o açúcar até obter um creme bem fofo (a mesma técnica utilizada para o preparo do pão-de-ló).
  2. Desligue a batedeira e aos poucos, incorpore a ricota e o rum.
  3. Distribua a mistura em um refratário, alisando sua superfície com uma espátula ou pão-duro. Cubra com uma folha de papel-manteiga e leve à geladeira por, no mínimo, 3 horas. Se preferir, sirva-o acompanhado de frutas frescas ou secas.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Pretzel com Açúcar e Canela

Este famoso biscoitinho no formato de um nó aberto, tem sua história na confeitaria germânica traçada desde o século VII.

Em minha opinião os pretzels tem a cara do espírito natalino europeu, contudo, nossa tradição portuguesa sempre nos liga a tradicional rabanada, mas espero que esta receita venha fazer parte de sua mesa no dia 25 de dezembro.



Ingredientes
  • 03 xícaras e ½  (chá) de farinha de trigo (420 g) 
  • 01 xícara (chá) de cerveja (240 ml) 
  • 01 tablete de fermento biológico fresco (15 g) 
  • ½ xícara (chá) de manteiga sem sal (100 g) 
  • ½ xícara (chá) de açúcar refinado (90 g) 
  • 01 pitada de sal
  • 01 colher (chá) de canela em pó

Modo de Preparo
  1. Peneire a farinha de trigo na tigela da batedeira. Junte a cerveja, o fermento, a manteiga (reserve 2 colheres de sopa), o açúcar (reserve 2 colheres de sopa) e o sal. Bata por 4 minutos e transfira a massa para uma superfície enfarinhada. Sove por 15 minutos, ou até desgrudar das mãos, ficar macia, elástica e soltar bolhas. 
  2. Com a metade da manteiga reservada, unte uma tigela, coloque a massa e cubra a tigela com filme plástico. Deixe a massa crescer, em local aquecido, por 1 hora, ou até dobrar de volume. 
  3. Com o restante da manteiga, unte duas assadeiras grandes. Divida a massa em 12 partes e faça rolinhos de 60 cm de comprimento cada um, de pouco menos de 1 cm de espessura. Modele cada rolinho de massa dando a forma de um pretzel. Repita o procedimento com o restante da massa, dispondo os rolinhos prontos nas assadeiras.
  4. Em seguida, cubra as assadeiras com filme plástico e deixe a massa crescer, em local aquecido, por 30 minutos, ou até dobrar de volume. 
  5. Leve ao forno pré-aquecido em temperatura moderada (180ºC), por 25 minutos, ou até dourar a superfície da massa. Retire do forno, polvilhe o açúcar reservado e a canela em pó. Sirva em seguida.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Citrus Mulled Wine

Da mesma forma que os brasileiros apreciam um bom vinho quente em noites frias, que infelizmente não coincidem com a estação climática do nosso Natal, os americanos se deleitam com uma tradição das festas natalinas, o Citrus Mulled Wine

Trata-se de uma versão mais cultuada, oriunda do antigo Mulled Wine.



Rendimento: 07 porções ou 06 pessoas (bebendo moderadamente)

Ingredientes
  • 01 copo de água mineral (250 ml)
  • 2/3 copo de açúcar refinado
  • 01 colher (chá) de cravo-da-índia
  • 01 colher (café) de noz-moscada
  • 08 paus de canela
  • 01 laranja em fatias
  • 01 limão em fatias
  • 02 garrafas de vinho tinto seco (com 750 ml cada)

Modo de Preparo
  1. Em uma panela pequena, combine a água, o açúcar, o cravo-da-índia, a noz-moscada, um pau de canela, as fatias de limão e laranja. Cozinhe em fogo médio até o açúcar dissolver por completo.
  2. Reduza o fogo e cozinhe por mais 10 minutos. Coe os ingredientes sólidos e deixe esfriar.
  3. Em uma panela grande, misture a calda de açúcar aromatizada com o vinho e deixe aquecer em fogo médio.
  4. Distribua o Citrus Mulled Wine em sete canecas com os paus de canela remanescentes.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Emmental

A história do Emmental (também grafado Emmentaler ou Emmenthal) remonta a Suíça de 1293, e seu nome originou-se na região às margens do rio Emme, contudo, foi mencionado pela primeira vez apenas em 1542.

Trata-se de um queijo semiduro de cor amarelada, preparado com leite de vaca não pasteurizado, com sabor frutado e aroma doce remetendo a feno recém-ceifado, resultante da alimentação bovina nos pastos alpinos durante o inverno.

Uma roda de queijo Emmental pode chegar a pesar 160 kg, com buracos que vão do diâmetro de uma avelã a uma bola de golfe.

A viscosidade e as demais características supracitadas fazem do Emmental, o preferido por cozinheiros suíços e franceses, seja no preparo de um simples suflê ou na elaboração de uma tradicional fondue de queijo.

Além do uso culinário, o Emmental é um queijo essencial para qualquer tábua de frios em que se priorize o requinte.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Dresdner Christstollen

A Rosca Natalina de Dresden (Dresdner Christstollen) é uma das maravilhas da confeitaria germânica, uma mistura de bolo em forma de pão, muito consumida durante o mês de celebração do nascimento de Jesus Cristo.

Se para os italianos o Panettone representa uma tradição gastronômica no Natal, a Dresdner Christstollen segue a mesma importância para os alemães.

Posso garantir que esta delícia do final da Idade Média é irresistível, eu mesmo quando estava na Alemanha tinha que buscar autocontrole para não comprar uma por dia. No Brasil, cheguei a prepará-la umas quatro vezes, e resolvi compartilhar com todos da Taverna do Peregrino a minha receita.

Ingredientes
  • 40 g de fermento para pão (cerca de 3 tabletes)
  • 03 colheres (sopa) de açúcar refinado (36 g)
  • 01 xícara (chá) de leite morno (240 ml)
  • 500 g de farinha de trigo
  • 200 g de manteiga sem sal
  • ¾ xícara (chá) de amêndoas cortadas em tiras
  • ½ xícara (chá) de frutas cristalizadas picadas
  • 04 colheres (sopa) de manteiga sem sal (60 g)
  • 03 colheres (sopa) de açúcar de confeiteiro (para polvilhar)

Modo de Preparo
  1. Em uma tigela grande, esfarele o fermento e misture-o com 2 colheres (sopa) de açúcar refinado, junte o leite morno e deixe descansar durante cerca de 15 minutos.
  2. Acrescente a farinha de trigo, o açúcar refinado restante e a manteiga, enquanto vai misturando a massa de dentro para fora, até fazer bolhas e soltar da tigela. Deixe descansar com a tigela tampada por um pano seco, em um local quente, durante 20 minutos.
  3. Adicione as amêndoas e as frutas cristalizadas. Amasse mais uma vez e enrole formando um pão grosso. Coloque sobre um tabuleiro sem untar e deixe descansar por mais 20 minutos.
  4. Derreta a manteiga e use a metade para pincelar o pão. Asse em forno moderado (180ºC), por aproximadamente 60 minutos.
  5. Depois de assado, enquanto o pão estiver ainda quente, pincele-o com o resto da manteiga e polvilhe com o açúcar de confeiteiro.
Dica 

Tome cuidado com a quantidade de fermento. A regra geral (de 20 g de fermento para 500 g de farinha de trigo) não vale para esta receita, já que contém ingredientes muito pesados.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Yes, nós temos bananas!

A portuguesa Carmen Miranda foi de longe a maior embaixatriz da tropicalização hollywoodiana das décadas de 1930, 1940 e 1950, seja pela icônica intepretação de Chiquita Banana, ou pela nostalgia de filmes como "Banana da Terra", “Entre a Loura e a Morena” (The Gang’s All Here) e Bananas is my Business (documentário de 1994). Tais trabalhos alcunhariam o Brasil como a verdadeira República das Bananas.

Mas será que tal conceito é uma visão puramente pragmática dos gringos? De qualquer forma, não podemos negar que a banana é a fruta mais popular do Brasil, uma estrela que não perdeu seu brilho em nossa gastronomia tupiniquim, seja consumida “in natura”, preparada como farofa, quitute ou sobremesa, ou quem sabe empanada para acompanhar uma tradicional feijoada ou churrascada.

Chiquita Banana (Carmen Miranda)

I'm Chiquita banana and I've come to say
Bananas have to ripen in a certain way
When they are fleck'd with brown and have a golden hue
Bananas taste the best and are best for you
You can put them in a salad
You can put them in a pie-aye
Any way you want to eat them
It's impossible to beat them
But, bananas like the climate of the very, very tropical equator
So you should never put bananas in the refrigerator

Informações nutricionais revelam que 100 gramas de banana são compostas por 65% de água, 1,3 g de proteínas, 0,4 g de gordura, 32 g de carboidratos e 2,3 g de fibra. A banana também é rica em potássio e uma ótima fonte de vitamina C, vitamina B e magnésio.

E por falar em gringos, estes, morriam de medo do Brasil “dar uma banana” na dívida com FMI (Fundo Monetário Internacional), uma expressão que significava deixar de cumprir um acordo ou quitar uma dívida: “Devo não nego, pago quando puder”.

Louvemos a Deus por essa abençoada terra das bananas, afinal, ela ocupa apenas 0,87% do total das despesas com alimentação neste País, não é atoa que o adágio “a preço de banana” venha fazer alusão a algo bem barato. Yes, we have bananas!
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